Organizaçao Internacional das Migraçoes

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172 Estados membros (http://www.iom.int/member-states)

A organizaçao Internacional das Migraçoes (OIM), inicialmente conhecida como Comitê Intergovernamental Provisório para o Movimento de Migrantes da Europa, nasceu em 1951 para responder aos deslocamentos na Europa Oriental que ocorreram após a Segunda Guerra Mundial. Seu mandato era ajudar os governos europeus a localizar os países de reassentamento para os aproximadamente 11 milhões de pessoas deslocadas após a guerra e, de fato, o transporte de cerca de um milhão de pessoas foi organizado na década de 1950. Nascida como uma agência de logística, a Organização expandiu seu alcance e se tornou a principal agência internacional que trabalha com governos e sociedadeS civis para promover o entendimento das questões migratórias, incentivar o desenvolvimento social e econômico por meio da migração e apoiar a dignidade e o bem-estar dos migrantes.

Como agência de migração, a OIM tornou-se o ponto de referência para o quente debate global sobre as implicações sociais, econômicas e políticas da migração no século XXI.

OIM e o trafico de seres humanos

Segundo a OIM, o tráfico de seres humanos deve ser tratado em um contexto mais geral ou no de gerenciamento de migração. A Sua ampla gama de atividades é implementada em colaboração com instituições governamentais, ONGs e organizações internacionais. Essa abordagem é baseada em três princípios que regulam todas as atividades de combate ao tráfico da OIM:

  • O respeito dos direitos humanos,
  • O bem estar fisico, mental e social do individuo e da sua comunidade,
  • A Sustentabilidade através do desenvolvimento das capacidades institucionais dos governos e da sociedade civil

A OIM realiza pesquisas, tanto qualitativas quanto quantitativas, para obter as informações essenciais para melhorar a sua e a de outras pessoas no combate ao tráfico de seres humanos. As areas específicas de intervenção incluíram as rotas do tráfico de pessoas e as tendências, causas e conseqüências do tráfico de pessoas, tanto para o indivíduo traficado como para a sociedade, assim como estruturas, motivações e modus operandos de grupos criminosos organizados. Geralmente, grande parte desse trabalho é feito em âmbito nacional, mas a OIM sempre coleta e analisa dados sobre tráfico de pessoas de uma perspectiva regional para apoiar ainda mais a cooperação entre os estados no combate ao comércio transfronteiriço de seres humanos.

Os resultados globais que a OIM gostaria de alcançar sao:

  • Oferecer proteção e fortalecer mulheres, homens, meninas e meninos traficados,
  • Aumentar o reconhecimento e a compreensao do problema,
  • Garantir justiça as pessoas traficadas.

A OIM trabalha para combater o tráfico de pessoas desde 1994. Durante esse período, realizou mais de 800 projetos em mais de 100 países e prestou assistência a cerca de 20.000 vítimas de tráfico. Seus objetivos principais são impedir o tráfico de pessoas, proteger as vítimas do comércio, oferecendo-lhes a possibilidade de reintegração segura e sustentável e / ou retornar ao seu país de origem.

A OIM realiza campanhas de informação, tanto nos países de origem quanto nos de destino, para educar o público sobre a questão do tráfico de pessoas, incentivar as pessoas a denunciar casos suspeitos e fornecer às populações vulneráveis ​​as informações necessárias para se proteger melhor das táticas de recrutramento dos traficantes.

A OIM também realiza atividades de cooperação técnica que desenvolvem as capacidades das instituições governamentais e da sociedade civil para enfrentar melhor os desafios impostos pelo tráfico de pessoas. Isso inclui treinamento para organizações não-governamentais e funcionários do governo, como a polícia, assistência técnica para o desenvolvimento de legislação, políticas e procedimentos antitráfico, e atualizações de infraestrutura.

 

A OIM oferece assistência direta às vítimas de tráfico, em colaboração com seus parceiros. Isso inclui acomodação em locais seguros, assistência médica e psicossocial, desenvolvimento de habilidades e treinamento profissional, assistência à reintegração e opções para retorno voluntário, seguro e digno aos países de origem ou reassentamento em países terceiros em casos extremos.

A OIM estima que um terço das pessoas traficadas sao menores e aderem a uma politica que oferece proteçao especial a esse grupo mais vulneravel. Todas as actividades contra o trafico da OIM sao desenvolvidas e implementadas dentro de uma estrutura focalizada no bem-estar da pessoa traficada.

A OIM reconhece que cada vítima é diferente e requer assistência personalizada. Da mesma forma, a natureza do tráfego difere de área para área e está em constante evolução, o que requer uma mudança contínua de respostas.

A OIM criou o Manual de Assistência Direta às vítimas de tráfico, este manual não pretende criar uma metodologia única para prestar assistência às vítimas de tráfico. Em vez disso, pretende oferecer sugestões e indicações baseadas em muitos anos de experiência. Este manual fornece indicações e conselhos sobre a implementação efetiva de uma gama completa de serviços de assistência às vítimas de tráfico, desde o ponto de contato inicial até a triagem para a reintegração social das pessoas envolvidas.

Em fim, por mais de uma década, a OIM desenvolveu e manteve uma ferramenta padronizada de gerencia de dados sobre a luta contra o tráfico, o Módulo de Tráfico (CTM), que é o maior banco de dados do mundo, com dados primários sobre vítimas de tráfico. O CTM facilita a gerencia de todos os processos de assistência direta, movimentação e reintegração por meio de um sistema gerenciado centralmente. Em troca, o banco de dados fortalece a capacidade de pesquisa e o entendimento das causas, processos, tendências e conseqüências do tráfico.

Links uteis:

Relatório da OIM 2017: TRÁFICO DE SERES HUMANOS ATRAVÉS DA ROTA CENTRAL MEDITERRÂNICA:

DADOS, HISTÓRIAS E INFORMAÇÕES COLETADAS PELA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE MIGRAÇÃO

https://italy.iom.int/sites/default/files/news-documents/IOMReport_Trafficking.pdf

Hub Globale sui Dati relativi alla Tratta di esseri umani:

https://www.ctdatacollaborative.org/

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